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Uma só aluna faz escola de Alcoutim subir mais de 800 lugares no ‘ranking’

As notas obtidas por uma só aluna podem fazer uma escola subir mais de 800 lugares no ‘ranking’ de exames do 9.º ano, como se verificou em Alcoutim, observou o diretor do estabelecimento.

O ‘ranking’ tem em conta os resultados médios obtidos nos exames do 9.º ano nas disciplinas de Português e Matemática de 2017 e os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação no portal InfoEscolas, e analisados pela agência Lusa, atribuem à Escola Básica Integrada de Alcoutim uma subida de 833 lugares, passando da posição 1.165 para 332.

Esta foi a segunda maior subida a nível nacional, atrás do Colégio Encosta Nova, no Porto, que em 2016 ocupava a posição 1.127, subiu 968 lugares e ficou classificada agora na 159.

António Amorim, diretor do Agrupamento de Escolas do Concelho Alcoutim (AECA), explicou à Lusa que a subida verificada em 2017 “é pontual e prende-se com o número de alunos que realizou as provas (quatro) e o facto de uma aluna se ter destacado com 85% a português e 96% na disciplina de matemática, o que contribuiu para aumento da média geral da escola”.

Sobre a importância destes ‘rankings’ para as escolas, o diretor respondeu que “são o que são e valem o que valem”, afirmando que “as escolas são avaliadas pela IGEC (Inspeção-Geral da Educação e Ciência) e não pelos ‘rankings’” e “o que conta realmente é a Avaliação Externa das Escolas”.

A mesma fonte salientou que as duas escolas do agrupamento – a Básica Prof. Joaquim Moreira, em Martim Longo (escola sede) e a Básica Integrada de Alcoutim – estão situadas “em meio rural, desertificado e isolado”, num dos concelhos com população mais envelhecidas do país e isso torna difícil “manter um corpo docente estável”, assistindo-se anualmente “à substituição de cerca de 70% dos professores”.

Em Alcoutim, há “quatro turmas, duas do 1.º Ciclo (20 alunos), uma do 6.º ano de escolaridade (nove alunos) e outra do 8.º ano (sete alunos)”, e em Martim Longo “funcionam sete turmas, duas do 1.º Ciclo (35 alunos), duas do 2.º (28 alunos) e três do 3.º (37 alunos)”, frisou o diretor, sublinhando que a aluna em causa já não frequenta o agrupamento, porque no concelho não há ensino secundário.

Se a escola de Alcoutim, criada em 1987, “recebia os alunos oriundos de todo o concelho”, atualmente só “serve os da União de Freguesias de Alcoutim e Pereiro”, enquanto a escola Prof. Joaquim Moreira funciona desde 1999 e “recebe alunos das freguesias Martim Longo, Giões e Vaqueiros, da freguesia de Cachopo, pertencente ao concelho de Tavira, e de S. Miguel do Pinheiro, no concelho de Mértola”, destacou.

O diretor disse que “o agrupamento tem tido a preocupação de lutar por mais e melhor sucesso”, mas reconheceu que as provas do 9.º ano “nem sempre são realizadas pelos alunos com o investimento, o esforço e a dedicação que exigem” e habitualmente os resultados “acompanham a tendência a nível nacional, com progressos ou retrocessos”, mas “mantendo-se normalmente acima da média a português e com mais oscilações a matemática”.

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