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Ciencias_investigadora_cientistaProfissionais e alunos de ciências biomédicas vão criar a primeira associação nacional da área com sede na Covilhã e que terá uma delegação na Universidade do Algarve.

A Associação Nacional de Ciências Biomédicas (ANCiB) pretende contribuir para “clarificar e legislar” a atividade profissional, disse ontem o futuro presidente da associação, Luís Crisóstomo.

“As dificuldades encontradas pelos nossos colegas alertaram-nos para a necessidade de clarificar e legislar a nossa classe profissional, tal como já acontecia no estrangeiro”, referiu.

Luís Crisóstomo, biomédico formado na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, adiantou que a ANCiB terá também uma delegação na Universidade de Aveiro.

Entre os objetivos que a associação pretende cumprir encontram-se também o de “dar visibilidade” à atividade, “lutar por mais incentivos”, pela “proteção dos direitos e interesses dos cientistas em Portugal” e “por uma legislação que possa permitir maior estabilidade pessoal a quem opte por uma carreira”.

A criação da nova estrutura será formalizada na sexta-feira, durante a quinta edição das Jornadas de Nacionais Ciências Biomédicas, que hoje tiveram início na Covilhã e se prolongam até sábado.

O futuro presidente da ANCiB recorda que foi nesse evento – na segunda edição, realizada em 2011 – que se verificou a necessidade de criar uma associação representativa dos profissionais de biomédica e que o trabalho tem vindo a ser desenvolvido desde essa altura, pelo que os presidentes de cada órgão (Conselho Diretivo, Conselho Fiscal e Assembleia Geral) já estão escolhidos.

De acordo com Luís Crisóstomo, atualmente existem 200 Biomédicos em Portugal.

Na área da medicina, os biomédicos podem atuar na investigação dos mecanismos associados às doenças, desde a causa até à cura, formas de substituição de tecido lesado e mesmo no desenvolvimento de dispositivos médicos, quer para diagnóstico, quer de substituição.

Luís Crisóstomo refere ainda que a ação destes profissionais vai além da medicina e que “há cientistas biomédicos a atuar na biotecnologia, na indústria farmacêutica e até em agências de consultadoria”.

com Lusa

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