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O ciclista holandês Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep) tornou-se ontem o primeiro líder da Volta ao Algarve, ao impôr-se ao ‘sprint’ no final da primeira etapa, entre Portimão e Lagos.

Tim Wellens tentou, mas não conseguiu intrometer-se no ‘romance’ entre Fabio Jakobsen e Lagos, com o ciclista holandês a vencer novamente naquela cidade e a premiar o trabalho da Deceuninck-QuickStep com a liderança da Volta ao Algarve.

O plano da melhor formação do pelotão para a primeira etapa da 46.ª ‘Algarvia’ estava desenhado ao milímetro, mas o combativo belga da Lotto Soudal tentou ‘estragar’ a festa à equipa rival, lançando-se para a frente da corrida a 20 quilómetros de Lagos e obrigando a Deceuninck-QuickStep, que já tinha trabalhado durante toda a jornada para apanhar um trio de fugitivos, e o português João Almeida a um esforço extra para levar Fabio Jakobsen em segurança até à meta.

“Quando o Wellens atacou, passei dificuldades, mas consegui aguentar-me. Nos últimos 20 quilómetros, o ritmo nunca desceu e fiquei contente por a equipa me ter colocado numa boa posição aqui em Lagos. Os últimos 700 metros foram em linha reta e sabia que se me sentisse bem poderia ganhar. Eu adoro Lagos e estou feliz com esta vitória”, declarou o holandês de 23 anos, que bateu ao ‘sprint’ os italianos Elia Viviani (Cofidis) e Matteo Trentin (CCC).

Depois de ter triunfado pelo segundo ano consecutivo naquela cidade algarvia e de, tal como em 2019, ter vestido a camisola amarela inaugural da Volta ao Algarve, Jakobsen não esqueceu João Almeida, lembrando-se do ‘novato’ português no discurso da vitória: “Fez um bom trabalho, ele conhece bem estas estradas, e foi uma boa ajuda”.

Foi precisamente Almeida quem ‘saltou’ do pelotão para responder ao ataque (infrutífero) de Tim Wellens, que ‘denunciou’ quem são os verdadeiros pretendentes à sucessão do eslovaco Tadej Pogacar: quando o belga aproveitou uma pequena inclinação do terreno para esticar a corrida, os primeiros a reagir entre os candidatos foram o polaco Michal Kwiatkowski, o australiano Rohan Dennis (INEOS) e o português Rui Costa (UAE Emirates).

Num final de primeira etapa muito atacado, com vários esticões, a Deceuninck-QuickStep esteve sempre vigilante, anulando todas as iniciativas, como já o havia feito em relação à fuga que dinamizou a corrida durante grande parte dos 195,6 quilómetros percorridos ontem pelo pelotão a partir de Portimão.

Cinco quilómetros bastaram para que o português Pedro Paulinho (Efapel) e os espanhóis Álvaro Trueba (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e Diego López (Fundación-Orbea) formassem a fuga do dia, que chegou a dispor de quase quatro minutos de vantagem.

Com a aproximação à meta, e depois de López garantir a liderança da classificação da montanha, a Deceuninck-QuickStep, a espaços ajudada pela UAE Emirates e pela Cofidis, acelerou o ritmo da perseguição e o trio de fugitivos viu a sua vantagem decair paulatinamente, sendo absorvido pelo grupo a 32 quilómetros do final da tirada.

Anulada a fuga do dia, e a iniciativa ‘atrevida’ de Wellens, à melhor formação do pelotão internacional restou festejar, com Jakobsen a erguer os braços após 4:55.37 horas a pedalar.

O jovem holandês vai partir para a segunda etapa da 46.ª Volta ao Algarve, uma ligação de 183,9 quilómetros entre Sagres e o alto da Fóia, com o mesmo tempo do segundo e do terceiro classificados, respetivamente Elia Viviani e Matteo Trentin, sendo expectável que nenhum dos agora primeiros da geral cheguem ao ponto mais alto do Algarve a tempo de ver a festa do novo líder da ‘Algarvia’.

com Lusa

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