O clero do Algarve viveu ontem uma particular jornada de convívio fraterno, de reforço das relações e de descanso.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O Dia Diocesano do Clero, programado este ano pela Região Pastoral do Barlavento, congregou bispo, presbíteros e diáconos para celebrar e conviver durante a manhã e parte da tarde.

A jornada teve início com a Eucaristia na recém-inaugurada igreja do vicariato paroquial da Pedra Mourinha, em Portimão, que muitos dos 40 participantes ou ainda não conheciam ou ainda não tinha observado o seu aspeto conclusivo.

Na celebração, o bispo do Algarve começou por lembrar tratar-se da “igreja de uma comunidade que tem vindo a construir-se gradualmente”, tal como aquele espaço que foi “acompanhando ao longo dos quase 26 anos de serviço episcopal nesta diocese”.

“A primeira vez que aqui presidi à Eucaristia, ainda como bispo auxiliar, foi muito perto deste lugar, num «ginásio», cedido e preparado cada sábado, para a Eucaristia, ao longo de quase duas dezenas de anos… Até que se iniciou a construção desta igreja, primeiro apenas no rés do chão (durante cerca de uma dezena e meia de anos) e, recentemente, neste seu espaço definitivo que, gradualmente, se vai concluindo e embelezando, agora com a intervenção oportuna do padre Mário [de Sousa], prevendo-se para breve a colocação de um «mural» no batistério”, relatou.

D. Manuel Quintas lembrou ainda todos os párocos que por ali passaram, “recordando sobretudo os padres Leitão Marques e Honorato [Antunes], claretianos, já falecidos, bem como o grupo de leigos que, desde a primeira hora acompanharam com persistência o caminho” da comunidade.

O bispo do Algarve realçou a intenção, naquela celebração, de oração por todos os presbíteros e diáconos da diocese, “tendo presentes, sobretudo, aqueles que já celebraram ou estão para celebrar o aniversário da sua ordenação”, como o bispo emérito que hoje celebra o seu 38º aniversário da sua ordenação episcopal.

D. Manuel Quintas informou ter visitado um dia antes D. Manuel Madureira Dias, no regresso das Jornadas Pastorais do Episcopado em Fátima, e revelou que ele lhe reafirmou a certeza de que “não passa dia nenhum que não reze pela Diocese do Algarve” e, particularmente, pelos seus padres e diáconos. “Fica o seu testemunho que, certamente, nos motiva também não só para rezar por ele, mas também para rezar por todos nós”, acrescentou.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Depois da celebração, os ministros ordenados seguiram até à doca de recreio para embarcarem num catamarã, numa viagem até Lagos, para visita às grutas da Ponta da Piedade, formadas pela erosão das arribas da costa algarvia ao longo de milhões de anos.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Para além da observação da paisagem geomorfológica costeira continuada na visita por pequenos grupos às grutas e pequenas falésias, bispo, padres e diáconos puderam ainda observar a fauna existente. Nesse sentido, um momento particularmente gratificante para todos foi a observação de cetáceos, concretamente, de golfinhos roazes-corvineiro (tursiops truncatus) que se dirigiram mesmo até à embarcação e passaram por debaixo do catamarã, prosseguindo o seu caminho.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O dono da empresa de passeios costeiros realçou aos membros do clero que aqueles animais testemunham algo significativo. “Ensinam-nos a viver, fazendo vida em comunidade. São muito sensíveis e amigáveis”, afirmou Carlos Catarino.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O dia proporcionou ainda, a quem quis e pôde aproveitar a oportunidade, um momento para banho na ria de Alvor, onde a embarcação fundeou para o almoço a bordo. O bispo do Algarve agradeceu aos organizadores daquele dia e a jornada terminou pouco depois das 15h com o regresso à doca de recreio de Portimão.

Bispo do Algarve evidenciou que “relações fraternas” do clero são “testemunho precioso”