O Instituto das Irmãs de Santa Doroteia (doroteias) vai deixar a Diocese do Algarve, depois de 36 anos de serviço.

A decisão foi anunciada pelo Conselho Presbiteral da diocese algarvia em memorando enviado ao Folha do Domingo. O documento explica que a decisão de as irmãs doroteias “encerrarem a sua comunidade em Loulé, bem como a sua presença na Diocese” foi justificada “pela dificuldade em a renovarem com novos membros”.

As religiosas do Instituto das Irmãs de Santa Doroteia vieram para Loulé em 1990 para apoiar as paróquias da cidade. O jornal Folha do Domingo explicou na altura que as irmãs Maria Isabel Malheiro, Maria de Lurdes Silva e Orlanda Ferraz da Costa chegaram no dia 15 de setembro daquele ano e vieram para se dedicar aos jovens, catequese, doentes e “serviços de apoio e formação dos grupos de homens e mulheres que queiram caminhar na proximidade e na vivência da unidade e fraternidade”, trabalho que se prolongou durante todos estes anos.

A edição em papel de 21 de setembro de 1990 explicava que “as irmãs foram viver para uma casa que as paróquias de São Sebastião e São Clemente estavam a adquirir na rua Martins Moniz”.

As irmãs doroteias vieram colaborar com o então pároco padre Henrique Varela, que assumiu o trabalho nas paróquias de Loulé em 1988, na implementação de uma renovação pastoral a partir do Movimento por um Mundo Melhor. Segundo o padre António Manuel Martins, que também colaborou naquelas paróquias, aquelas religiosas foram mesmo “a principal alma do projeto por serem as principais dinamizadoras do movimento a nível nacional”.

Para além disso, as irmãs doroteias dinamizaram ainda nos meses de julho e agosto, em conjunto com a equipa de Pastoral Juvenil Vocacional e a Juventude Doroteia, uma proposta de espiritualidade à beira-mar. Na praia de Quarteira, as tendas do “silêncio” e do “encontro” convidavam os veraneantes a rezar, a ouvir música ou meditar num salmo. Em 2020, a proposta adaptou-se devido à pandemia de Covid-19, trocando as tendas na praia pelas plataformas digitais.

O Instituto das Irmãs de Santa Doroteia, fundado por Paula Frassinetti em 1834, que chegou a Portugal na segunda metade do século XIX.