Delegação algarvia integrou o assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Escolar e 14 docentes
A Diocese do Algarve esteve representada no Simpósio sobre a Educação e a Escola em Portugal, que decorreu nos dias 02 e 03 de outubro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima. A iniciativa, promovida pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, reuniu cerca de 420 participantes sob o tema “Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização”.
A participação algarvia integrou o padre Pedro Manuel, assistente do Secretariado da Pastoral Escolar da Diocese do Algarve, três professores do Colégio de Nossa Senhora do Alto e 11 professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). No total, a Diocese do Algarve esteve representada por 15 participantes, entre responsáveis pastorais, docentes do ensino católico e professores de EMRC.

Ao longo de dois dias, o simpósio promoveu a reflexão sobre os desafios atuais da educação e da escola, através de conferências, painéis, laboratórios temáticos e momentos culturais. Entre os temas abordados estiveram a evolução do sistema educativo português, a inteligência artificial, a liberdade de educação, a inclusão e o contributo da educação cristã para a formação integral dos alunos.
A conferência inaugural esteve a cargo do cardeal português D. José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, que abordou a necessidade de salvaguardar a pessoa humana num contexto marcado pelo desenvolvimento da inteligência artificial e apelou à superação das desigualdades socioeconómicas na escola católica. O programa incluiu ainda intervenções do ex-ministro da Educação Eduardo Marçal Grilo, do professor João Couvaneiro e da professora Susana Costa Ramalho, além de contributos de diretores escolares, investigadores, representantes associativos, pais e educadores.
Na sessão de encerramento, o teólogo Pedro Valinho Gomes apresentou quatro atitudes para a construção de uma nova “cartografia educativa”: “ampliar a caixa de ressonância”, “cultivar a oftalmosofia”, “imaginar o presente” e “habitar o limiar”. As propostas apontaram para uma educação centrada na escuta, na esperança, na empatia e na valorização da potencialidade de cada pessoa.

Um dos docentes do Algarve que participou no simpósio foi Adriano Batista. Falando no painel intitulado ‘Contributos da Educação Cristã perante uma realidade que (se) transforma’, aquele professor de EMRC no Agrupamento de Escolas de Silves, apresentou uma reflexão em torno de três ideias: “habitar-se, habitar com e habitar o ainda não”. O docente destacou a “urgência da interioridade” para o mundo educativo, afirmando que “há perguntas a que nenhuma tecnologia pode responder por nós”.
Adriano Batista sustentou ainda que a disciplina de EMRC deve introduzir no espaço escolar “a pergunta pelo sentido da vida”
A cobertura da Agência Ecclesia destacou também a importância de colocar a pessoa no centro da missão educativa, num tempo marcado pela aceleração tecnológica, pela polarização social e por novos desafios à saúde mental e à procura de sentido. O encontro sublinhou, neste contexto, o papel da escola e dos educadores na promoção de uma sociedade mais humana, fraterna e capaz de acolher a diversidade.
A participação da Diocese do Algarve neste simpósio permitiu, assim, acompanhar a reflexão nacional sobre o futuro da educação e reforçar a comunhão entre os diferentes agentes da pastoral escolar, do ensino católico e da disciplina de EMRC. O encontro procurou não apenas analisar os desafios presentes, mas também definir compromissos e caminhos para uma educação verdadeiramente humanizadora.
com Agência Ecclesia










