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Bispo do Algarve participou na celebração dos 500 anos da igreja de Nossa Senhora do Loreto

O bispo do Algarve participou no passado domingo no arranque das comemorações dos 500 anos da igreja italiana de Nossa Senhora do Loreto, em Lisboa, que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A igreja, confiada desde 1951 à congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos), à qual pertence D. Manuel Quintas, também conhecida como igreja dos italianos, localiza-se no Chiado e foi erigida em 1518, a pedido da comunidade italiana residente em Portugal.

No domingo, 8 de abril, a eucaristia foi presidida pelo núncio apostólico, monsenhor Rino Passigato e concelebrada por D. Manuel Neto Quintas, bispo do Algarve, por D. António de Sousa Braga, bispo emérito de Angra do Heroísmo (também dehoniano), pelo monsenhor Amaury Medina Blanco, conselheiro do núncio apostólico, pelo padre José Agostinho de Figueiredo Sousa, provincial dos dehonianos em Portugal, por monsenhor Manuel Saturino Gomes, prelado do Tribunal da Santa Rota, pelo padre Manuel Joaquim Gomes Barbosa, secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, pelo cónego João Seabra, pároco da Encarnação, pelo cónego José Armando, pároco do Sacramento e dos Mártires, pelo padre Ermano Savorino, missionário da Consolata, pelo padre Francesco Temporin, reitor da igreja do Loreto e pelos padres Paolo Riolfo, Manuel Chícharo (que já esteve no Algarve) e Dino Gottardi (antigo reitor daquela igreja), Rafael Gonçalves da Costa, António Tomás Correia, Sergio Filippi e António Pedro Monteiro.

Para além de Marcelo Rebelo de Sousa estiveram também presentes o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, o embaixador de Itália, Uberto Vanni d’Archirafi, o embaixador dos EUA, George Glass, os membros da junta administrativa da igreja, entre outras entidades e devotos de Nossa Senhora do Loreto e amigos daquele templo.

Para assinalar o aniversário da bula da fundação da igreja, que será celebrado ao longo de um ano, a junta administrativa da igreja levou a cabo o seu restauro durante oito meses que incluiu o projeto da nova iluminação.

No domingo, o dia amanheceu com o toque festivo dos sinos e a celebração contou com a participação do coro ‘Regina Coeli’.

Recuperada após o terramoto de 1755, segundo projeto de Joaquim António dos Reis Zuzarte, depois substituído por José da Costa e Silva, trata-se de uma igreja de nave única, revestida com mármores de Itália e decorada com estátuas de pedra dos Evangelistas e dos Apóstolos. A capela-mor, de abóboda de berço e retábulo de mármore polícromo, acolhe a imagem da padroeira e surge ladeada por 12 capelas com pinturas e decoração barroca. Destacam-se na sua fachada uma curiosa imagem de Nossa Senhora do Loreto, com o Menino, e esculturas de Borromini. Integra a “Lisboa Pombalina”, que está classificada como Conjunto de Interesse Público.

A igreja funciona como se fosse uma paróquia direcionada para os emigrantes italianos a residir ou de passagem por Portugal. Para além do acompanhamento espiritual dos cristãos italianos, a comunidade dehoniana presta ali um serviço diário de confissões bastante procurado pelos fiéis.

Do programa das comemorações faz parte um ciclo de conferências sobre a relação luso-italiana e vários concertos na igreja.

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