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A celebração que une a manifestação pública da campanha de Natal da Cáritas ‘10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz’ e a distribuição da ‘Luz da Paz de Belém’, partilhada pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE), será realizada no próximo sábado, 19 de dezembro, no vicariato paroquial da Mexilhoeira da Carregação.

Este ano, devido à pandemia de covid-19, a iniciativa será realizada em formato mais contido, quer em termos de participação, quer no seu formato, e a tradicional ‘Marcha da Paz’ não será mesmo realizada.

Assim, a celebração, que terá transmissão em direto na página do Facebook do jornal Folha do Domingo terá início pelas 21h na igreja da Mexilhoeira da Carregação, onde será feita a entrega da ‘Luz da Paz de Belém’ aos agrupamentos do CNE e à Cáritas Diocesana do Algarve que a levarão para as paróquias. A chama será depois distribuída, a partir das eucaristias do próximo domingo, 20 de dezembro, a todos aqueles que, munidos de lanterna, a pretendam levar para casa.

Devido a pandemia, o CNE não pôde este ano receber a ‘Luz da Paz’ recolhida do local atribuído ao nascimento de Jesus, mas foi buscá-la à paróquia de Mateus, da Diocese de Vila Real, que mantém aquela chama permanentemente acesa, e distribuiu-a por todo o país. A Junta Regional do Algarve do CNE colheu depois a ‘Luz da Paz de Belém’ em Lisboa e trouxe-a para a Mexilhoeira da Carregação.

O chefe regional do Algarve, Luís Cabrita, a receber ‘Luz da Paz’ • Fotos © Junta Regional do Algarve

A tradição da ‘Luz da Paz de Belém’ foi iniciada há cerca de 25 anos, na Áustria, resultante de uma ação caritativa a favor de crianças portadoras de deficiência e de pessoas carenciadas, promovida pela televisão pública austríaca.

Maria Khoury foi a criança escolhida este ano para ir no passado dia 16 de novembro recolher a luz na igreja da Natividade, em Belém • Foto © ORF

Desde então, todos os anos uma criança daquele país é convidada a recolher a luz da igreja da Natividade e, a partir de uma celebração ecuménica realizada na Áustria, a distribuí-la pela Europa, acompanhada de uma mensagem de paz. Desde 1990 muito difundida pelos escuteiros, a ‘Luz da Paz’ é atualmente recebida em cerca de 35 países.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Este ano 65% do total de verbas recolhidas com a venda das velas da 18ª edição da campanha ‘10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz’ vai reverter para os beneficiários das Cáritas Diocesanas. No caso da Cáritas algarvia, o montante será para os destinatários das três campanhas que a instituição está a realizar para apoio às vítimas da crise provocada pela pandemia. Contrariamente àquilo que é habitual, os restantes 35% não serão este ano destinados a nenhuma causa internacional, mas reverterão para a campanha nacional da Cáritas Portuguesa de apoio às vítimas da mesma crise.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Por cada vela, em forma de estrela, é pedido um donativo mínimo de dois euros, estando à venda nas Cáritas Diocesanas – podendo ser pedidas à Cáritas algarvia através do email geral@caritasalgarve.pt ou do telefone 289829920 – e nas paróquias e também nas lojas Pingo Doce. Este ano, com a adesão da Associação Nacional das Farmácias, também algumas farmácias também se disponibilizaram para fazer a venda e em Silves e em Faro há farmácias a vender as velas.

A Cáritas convida ainda cada português a acender a vela na noite de 24 de dezembro, véspera de Natal, e a colocá-la à janela de casa.

A operação ‘10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz’ é uma iniciativa solidária que nasceu em França e que começou a ser promovida em Portugal em 2003, tendo como principal objetivo incentivar a sociedade civil, os cidadãos, a contribuírem para a melhoria das condições de vida de pessoas e povos desfavorecidos, atingidos por fenómenos como a pobreza, a guerra, as catástrofes naturais, as desigualdades sociais.

A campanha tem lugar durante o Advento (tempo litúrgico que precede o Natal no calendário católico) e é concretizada através de manifestações públicas de natureza religiosa, cívica, cultural e artística, desenvolvidas pela Cáritas Portuguesa e pelas Cáritas Diocesanas.

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