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A ministra da Justiça pediu hoje à Procuradoria-Geral da República a intervenção do Ministério Publico para a “instauração de ações indemnizatórias contra os promotores” da festa ilegal em Odiáxere, no concelho de Lagos.

“A ministra da Justiça solicitou hoje à Procuradoria-Geral da República a intervenção do Ministério Publico para, em representação do Estado, instaurar ações indemnizatórias contra os promotores do evento de Odiáxere, em Lagos, do qual resultou a infeção de mais de sete dezenas de pessoas, incluindo crianças”, lê-se numa nota enviada pelo Ministério Público.

A agência Lusa questionou hoje a Procuradoria-Geral da República no sentido de saber se o Ministério Público vai abrir um inquérito para averiguar responsabilidades na organização da festa e se o promotor do evento já foi identificado pelas autoridades, mas não obteve resposta até ao momento.

As autoridades de saúde do Algarve já tinham manifestado, em conferência de imprensa realizada na terça-feira, a sua vontade em que fossem atribuídas responsabilidades aos organizadores do evento que já provocou 90 infetados.

O número de infetados com covid-19 relacionados com a festa ilegal em Lagos subiu para 90, casos que são maioritariamente de residentes no concelho, disse hoje a delegada regional de saúde do Algarve, em conferência de imprensa.

Segundo Ana Cristina Guerreiro, até ao momento “foram realizados 1.222 testes” em Lagos, numa média de 250 por dia, número que espera que diminua hoje, “com alguns a realizar-se ainda durante o fim de semana”.

A maioria dos casos positivos referem-se a pessoas residentes em Lagos, sendo que “nem todos estiverem na festa”, havendo já casos de infeção em familiares, sublinhou.

O foco de contágio teve origem numa festa de caráter ilegal ocorrida em 07 de junho, no salão de festas do clube desportivo de Odiáxere, em Lagos, alegadamente para festejar um aniversário.

Na festa participaram pessoas de diferentes concelhos e de várias nacionalidades, havendo infetados entre pessoas da mesma família, incluindo crianças e, também, entre colegas de trabalho.

O surto originado por aquela festa já provocou a suspensão de visitas aos utentes em 24 equipamentos sociais do barlavento (oeste) algarvio, num total de 13 estruturas – entre lares de idosos, unidades de cuidados continuados, lares de jovens e de saúde mental -, situadas em oito concelhos.

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