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Cruz dos Convívios Fraternos terminou em Faro peregrinação pelo Algarve

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A ‘Cruz Peregrina’ que está a passar por todas as dioceses portuguesas para assinalar os 50 anos do Movimento dos Convívios Fraternos (MCF) em Portugal terminou na passada sexta-feira a sua passagem pela Diocese do Algarve e foi entregue no dia seguinte à vizinha Diocese de Beja.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A cruz conviva – formada por três cravos, sendo o vertical encimado pela chama de uma vela – chegou no passado dia 8 deste mês ao Algarve, trazida de Setúbal pelos membros da equipa algarvia do MCF, e percorreu 11 paróquias onde esteve presente em momentos de oração. A passagem da cruz jubilar pelo Algarve teve início com o encontro na igreja matriz de Aljezur no dia 9 deste mês, seguindo-se no dia 10 na igreja matriz de Bensafrim, no dia 11 na igreja de São Sebastião de Lagos, no dia 12 na igreja matriz de Portimão, no dia 13 na igreja de Ferreiras, no dia 14 na igreja das Pereiras (paróquia de Quarteira), no dia 15 na capela de Nossa Senhora do Livramento, na Luz de Tavira, no dia 17 na igreja matriz de Quelfes, no dia 18 na igreja matriz da Fuseta e no dia 19 na igreja de Santiago de Tavira.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na passada sexta-feira, o encerramento da peregrinação da cruz pelo Algarve decorreu na paróquia de São Luís, em Faro, a última a receber aquele símbolo, com um encontro que foi presidido pelo bispo do Algarve, com a presença do diretor espiritual do MCF no Algarve, o padre Rui Barros Guerreiro, e participado por cerca de 50 convivas de vários pontos da diocese.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Depois do acolhimento, e antes de um painel com a participação de cinco convivas de diferentes gerações, foi feito um agradecimento público ao padre Luís Gonzaga Nunes, responsável pela vinda do movimento para o Algarve há 35 anos e o seu primeiro diretor espiritual. André Correia, um dos coordenadores algarvios do MCF entregou ao bispo do Algarve uma camisola do movimento com a cor representativa do Algarve – fúcsia – para que D. Manuel Quintas a fizesse chegar ao sacerdote que não esteve presente.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O prelado considerou os testemunhos dados pelos convivas nos diversos Convívios Fraternos realizados como a “prova mais evidente e assumida da importância e do benefício espiritual de crescimento na fé e, sobretudo, na identificação com a pessoa de Cristo” que o movimento tem proporcionado aos jovens algarvios. “É importante avivar essa experiência. Se não avisamos, facilmente isso vai esmorecendo e vai ficando só a saudade”, completou.

André Correia considerou o Convívio Fraterno como uma “experiência muito forte que marcou e tem marcado ao longo destes anos” a vida dos jovens algarvios. “Temos tido nestes dias a prova viva de que a nossa chama está bem acesa”, afirmou o coordenador do MCF no Algarve, agradecendo às paróquias algarvias que receberam a cruz pela “dedicação” durante a sua passagem.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Seguiu-se na igreja de São Luís, a oração na presença da ‘Cruz Peregrina’ com renovação dos compromissos dos convivas. O bispo do Algarve lembrou que, para os cristãos, a cruz significa ressurreição. “A cruz nunca nos torna menores, acrescenta sempre algo na nossa vida. A cruz recorda-nos esta capacidade que o Senhor nos deu de tornar sagrada a nossa vida e a dos outros quando colocamos amor nela e quando os nossos gestos em relação aos outros são gestos que exprimem esse amor”, complementou D. Manuel Quintas, que disse estar “grato pelo dom” daquela movimento na diocese algarvia e “por todo o bem que tem feito e há-de continuar a proporcionar”.

A noite terminou com uma ceia partilhada.

Em declarações ao Folha do Domingo, André Correia disse que o balanço da vinda da cruz ao Algarve, “muito bem acolhida pelas paróquias”, é “muito bom”. Aquele responsável diz que a iniciativa ajudou a “reaproximar das suas paróquias os convivas que já tinham a chama um pouco apagada”.

André Correia refere ainda que os momentos paroquiais de oração, abertos a toda a comunidade e não apenas a convivas, permitiram “dar a conhecer também o movimento às pessoas” “para que elas sentissem o que é um Convívio Fraterno na vida dos jovens”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Aquele responsável diz que a equipa algarvia do MCF acredita agora que a participação dos convivas da diocese no ‘Conviva Jovem’, a peregrinação nacional dos convivas a Fátima, será “mais expressiva este ano”. “Esse também foi um objetivo para a cruz passar pelas paróquias. Temos esperança que a cruz ter vindo ao Algarve possa ajudar a motivar mais as pessoas a participar”, frisou, aludindo à celebração final em Fátima nos dias 8 e 9 de setembro deste ano onde terá lugar o encerramento da peregrinação nacional da cruz.

Os convivas interessados em participar deverão inscrever-se no sítio dos Convívios Fraternos do Algarve na internet.

O Movimento dos Convívios Fraternos nasceu em Castelo Branco a 17 de maio de 1968 pela mão do padre Valente de Matos com o propósito de responder às necessidades e anseios espirituais dos jovens, a encontrarem-se com Cristo e assumir a sua responsabilidade e vocação na Igreja. Na Diocese do Algarve, o primeiro Convívio Fraterno realizou-se em março de 1983 com o número 203.

Destinando-se a jovens com idade superior a 17 anos, a proposta dos Convívios Fraternos – com estatutos aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa desde 1 de março de 2010 – inclui três dias de retiro como convite a uma reflexão de vida.

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Encerramento Peregrinação Cruz Convívios Fraternos

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