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Despedida da cruz dos Convívios Fraternos com testemunhos sobre os 35 anos do movimento no Algarve

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No âmbito do encerramento da peregrinação da cruz do Movimento dos Convívios Fraternos pelo Algarve, inserida na celebração dos seus 50 anos de existência em Portugal, realizou-se na sexta-feira no salão da paróquia de São Luís de Faro, um painel com convivas que foram desafiados a partilhar a sua experiência do Convívio Fraterno, explicando de que forma é que marcou e mudou as suas vidas na relação com eles próprios, com Deus e com os outros.

Maria Eugénia Santos, que participou em março de 1983 no Convívio Fraterno nº 203, o primeiro realizado no Algarve, disse que aquela experiência a ajudou a comprometer-se mais. “Trouxe-me mais compromisso na paróquia e, sobretudo, mais compromisso com os outros”, concretizou, explicando que o encontro foi orientado por uma equipa de fora da diocese algarvia com um diretor espiritual de Proença-a-Nova, Castelo Branco, e membros de Beja, Évora e de outros pontos do Alentejo.

Eugénia Santos disse que o seu compromisso, “alimentado ao longo de toda a vida cristã”, levou-a também a pertencer durante 20 anos à equipa algarvia do MCF. “É sempre uma experiência grande, enriquecedora, sobretudo, quando a gente abre o coração a Deus e nos deixamos conduzir pela força do Espírito Santo”, concluiu sobre o Convívio Fraterno.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Manuel Nunes, que participou no Convívio Fraterno nº 230, o segundo no Algarve, testemunhou que o encontro “foi uma forma de perceber mais a juventude para poder trabalhar com eles e poder-lhes transmitir Cristo”. “O convívio para mim não diria que foi uma grande surpresa, mas que foi uma grande responsabilidade porque disse-me que havia muito a fazer nos jovens”, sustentou, lembrando que na altura já era membro do Secretariado Diocesano da Educação Cristã Juvenil, que foi também chamado para a equipa algarvia do MCF e que foi num encontro pós-convívio que celebrou o seu casamento “para dizer à juventude que o matrimónio é um sacramento que é sinal de Deus”. Manuel Nunes fez ainda dos Cursos de Preparação para o Matrimónio, é leitor na paróquia da Sé de Faro e membro da equipa do Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência da diocese algarvia. “Quero pedir-vos que não desistais. Trabalhai com os vossos párocos. Estejam sempre ao serviço de Deus para que a nossa Igreja continue a crescer”, pediu.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Daniela Afonso, que participou no convívio nº 1136, disse que a experiência “foi uma agradável surpresa”. “Já era uma pessoa muito presente na paróquia, mas aceitei o grande desafio de ser catequista”, contou, acrescentando que foi “crescendo na fé” com essa “missão” que lhe foi confiada e que aceitou também o “desafio de fazer parte de um grupo de oração”.

Ricardo Starkey participou no convívio nº 1323 que lhe permitiu “abrir os olhos e o coração de outra forma”. “Aprendi a ser mais humilde, mais respeitador dos outros porque era um rapaz um bocadinho impulsivo. Aprendi de Deus a olhar para os outros com um olhar mais suave e de misericórdia. Aprendi a viver a eucaristia de outra forma”, contou, explicando que foi convidado a ser ministro extraordinário da comunhão. “O Convívio Fraterno ajudou-me bastante a ponderar antes de agir e marcou-me de uma forma muito especial”, observou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Ana Mendonça, da equipa algarvia do MCF, disse que fazer parte daquela estrutura “é um desafio muito enriquecedor”. “Ao fim ao cabo é sermos instrumentos de Deus para conseguirmos tocar o coração dos outros”, sintetizou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Após o visionamento de um vídeo de uma irmã carmelita que reconheceu ter sido o Convívio Fraterno que a fez dar o passo rumo à vida consagrada, seguiram-se mais alguns testemunhos dos participantes no encontro. A irmã Leonor Bernardino, que também participou no primeiro Convívio Fraterno no Algarve, disse que a iniciativa foi um “momento muito significativo” na sua vida. “Foi um momento que me marcou profundamente para descobrir a minha missão na Igreja. Foi um momento decisivo que me foi levando, através de outros momentos e de outros passos, àquilo que hoje sou”, reconheceu, explicando que em 1986 entrou na vida religiosa como Carmelita Missionária e que esteve alguns anos na equipa do MCF. “Fico muito contente de ver que os Convívios Fraternos continuam a ser um meio de evangelização dos jovens da nossa diocese”, concluiu.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Nuno Ribeiro, que participou em Viana do Castelo no Convívio Fraterno nº 667, disse que a experiência lhe proporcionou o “encontro com Cristo” e o aprofundamento da sua fé.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Rodrigo Soares, que participou em Santarém no Convívio Fraterno nº 1317, disse que a experiência permitiu aprofundar a sua relação com Deus. “Precisava de me encontrar comigo e de perceber qual era a minha relação com Deus. E também foi muito importante porque desenvolvi outras capacidades, nomeadamente de relação com os outros”, afirmou, explicando que o encontro lhe permitiu perceber qual a sua missão.

O Movimento dos Convívios Fraternos nasceu em Castelo Branco a 17 de maio de 1968 pela mão do padre Valente de Matos com o propósito de responder às necessidades e anseios espirituais dos jovens, a encontrarem-se com Cristo e assumir a sua responsabilidade e vocação na Igreja.

Destinando-se a jovens com idade superior a 17 anos, a proposta dos Convívios Fraternos – com estatutos aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa desde 1 de março de 2010 – inclui três dias de retiro como convite a uma reflexão de vida.

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Encerramento Peregrinação Cruz Convívios Fraternos

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