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Escuteiros algarvios celebraram Dia do CNE inspirados em Nuno Álvares Pereira, patrono daquele movimento

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os escuteiros do Algarve celebraram o Dia do Corpo Nacional de Escutas (CNE) com dois dias de atividades que tiveram lugar no passado fim-de-semana em Lagoa por ocasião dos 95 anos do movimento em Portugal e dos 86 anos de presença na região algarvia.

As atividades, promovidas pela Junta Regional do CNE e inspiradas pelo patrono daquele movimento escutista, São Nuno de Santa Maria (também conhecido por São Nuno Álvares Pereira), tiveram início no sábado, com a montagem do acampamento num terreno, perto do Parque de Feiras e Exposições de Lagoa. Para o Dia do CNE foi pedido aos escuteiros que, inspirados pelo patrono, construíssem alguns dos seus acessórios militares. Aos Lobitos (escuteiros entre os 6 e os 10 anos) pediu-se a construção de espadas, aos Exploradores/Moços (escuteiros entre os 10 e os 14 anos) a construção de escudos, aos Pioneiros/Marinheiros (escuteiros dos 14 aos 18 anos) a construção de elmos, aos Caminheiros/Companheiros (escuteiros dos 18 aos 22 anos) a produção de túnicas vermelhas e aos agrupamentos a construção de estandartes.

Após a abertura de campo, a tarde teve continuidade com a realização de jogos para cada uma das quatro secções. As atividades dos Lobitos realizaram-se no Parque de Feiras e Exposições, as dos Exploradores e Moços e dos Pioneiros e Marinheiros na cidade e as dos Caminheiros e Companheiros no Farol de Alfanzina, junto à praia do Carvoeiro.

O primeiro dia terminou com a festa de campo, animada à noite pelo concerto do grupo ‘Clavis Dei’, da paróquia de Albufeira, formado por elementos do Agrupamento 714 do CNE.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No domingo, o dia teve início com a celebração campal da eucaristia, presidida pelo bispo do Algarve. D. Manuel Quintas destacou o contributo educativo do escutismo católico. “Se há movimento na Igreja que desenvolve muito, educa e forma para estar atento ao outro, à natureza, a todos em conjunto, nesta cidadania comum que nos envolve e para a qual devemos sentir-nos todos corresponsabilizados, é precisamente o CNE”, afirmou.

Nesse sentido, o prelado evidenciou a importância de ter “como inspirador” São Nuno de Santa Maria, lembrando que o patrono é “modelo a todos os níveis: humano, cristão, de dedicação da sua vida aos outros e até de saber fazer uma hierarquia de valores na sua vida”. “Tinha tudo o que precisava para ser famoso: ocupava um lugar preponderante em Portugal naquela altura como responsável de todas as «Forças Armadas», mas ao mesmo tempo era uma pessoa muito modesta, tinha um coração simples, aberto aos outros e aberto a Deus”, afirmou o bispo diocesano.

D. Manuel Quintas lembrou que Nuno Álvares Pereira, “depois de ter todo o mundo aberto à sua frente, escolheu retirar-se do mundo, ou seja, dedicar a sua vida totalmente aos outros”. “Distribuiu tudo o que tinha por quem precisava, fez-se pobre mesmo efetivamente”, recordou, considerando o santo como “alguém que sabia fazer uma hierarquia de valores e que deu prioridade àquilo que achava que era caminho da verdadeira alegria e da verdadeira felicidade”.

No final da celebração, o chefe regional do CNE, José Cercas Vicente, apresentou um breve historial do movimento e, tal como o bispo do Algarve, agradeceu à Câmara de Lagoa pelo apoio na realização daquela atividade. Ao Folha do Domingo, aquele dirigente explicou que a Junta Regional do CNE decidiu este ano voltar a promover aquela atividade em vez do Dia de Baden-Powell, fundador mundial do escutismo, retomando assim uma iniciativa que era realizada há “quase 20 anos atrás”. “Vamos ver o que é que a Junta Regional vai pensar para fazer no próximo ano”, acrescentou o chefe Cercas Vicente, não se comprometendo, para já, com a continuidade daquela opção.

Depois da eucaristia, concelebrada pelo padre Nelson Rodrigues, assistente regional do CNE, seguiu-se a realização de jogos por equipas verticais (constituídas por elementos de diferentes agrupamentos) e, em simultâneo, decorreu na sede da Junta Regional do Algarve a inauguração de uma galeria de fotos de todos os chefes regionais.

De tarde, as atividades, que contaram com a participação de cerca de 900 escuteiros, encerram-se com o momento do “adeus”. O Dia do CNE contou também com uma representação da Fraternidade de Nuno Álvares Pereira no Algarve e com membros do Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional do CNE.

O CNE, fundado em 1932 no Algarve pelo cónego José Augusto Vieira Falé, conta atualmente com 34 agrupamentos num total de quase 2.400 elementos (cerca de 620 Lobitos, 655 Exploradores/Moços, 483 Pioneiros/Marinheiros, 250 Caminheiros/Companheiros e 370 dirigentes).

Fotogaleria:
Dia do CNE 2018

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