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Exposição de Arte Sacra da Igreja do Algarve foi visitada por 10 mil pessoas em Portimão

© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve afirmou na última terça-feira, na sessão de lançamento da publicação de memória fotográfica das obras de recuperação da igreja matriz e de apresentação das telas restauradas da igreja do Colégio da Companhia de Jesus (jesuítas), que a exposição de arte sacra da Diocese do Algarve no Museu de Portimão foi visitada por 10 mil pessoas.

Inaugurada no dia 25 de maio deste ano a exposição, que assinalou o Ano da Fé e as bodas de prata de ordenação episcopal do bispo do emérito do Algarve, D. Manuel Madureira Dias (19 de junho de 2013), esteve patente ao público até ao dia 15 de setembro.

A mostra, intitulada “Creio” e integrada nas comemorações do 5º aniversário do Museu de Portimão, reuniu cerca de 50 peças oriundas de todo o Algarve, dividida em três grandes sectores – Deus, Jesus Cristo e Espírito Santo – e foi promovida em colaboração pela paróquia da matriz de Portimão e pelo município.

Óleos sobre madeira e tela, peças em ouro, prata, marfim, madrepérola ou pau-santo, esculturas de barro policromado, mármore ou madeira estofada e policromada, veludo, lavandas e sedas bordadas, foram algumas das preciosidades religiosas de toda a região que foram reunidas, com origens não só do Algarve, mas também de paragens tão remotas como a Índia, o Japão, a Jordânia ou a Pérsia e que abarcam a arte sacra criada entre os séculos XV e XIX. A estas juntou-se ainda uma moeda de ouro do século I, do período de governação do imperador Tibério, contemporânea da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

De todo o espólio exposto, destaque para uma imagem de São Pedro em mármore, uma peça do século XVI; para um tondo (tela redonda) da Sagrada Família, do século XVIII; para uma casula em seda bordada a ouro do século XVIII, que pertenceu ao cardeal José Pereira de Lacerda, o único algarvio purpurado; e para uma dalmática em lhama (seda e ouro) e bordada a ouro, do século XVIII.

A exposição era composta por peças dos acervos do Paço Episcopal de Faro, do Seminário de São José de Faro, das paróquias de Aljezur, Alvor, Cachopo, Estoi, Ferragudo, Marmelete, matriz de Portimão, Moncarapacho, Olhão, Pêra, Porches, Santa Maria de Lagos, São Pedro de Faro, São Sebastião de Loulé, Sé de Faro, Silves, Vila do Bispo e da Ordem Terceira do Carmo (Faro), assim como de José Paulo Costa.

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