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FarenseO Tribunal de Faro deliberou que o Farense terá de devolver 300 mil euros, acrescidos de juros, valor de um empréstimo feito em 2004 pelo Ginásio Clube Naval de Faro, disse à agência Lusa o advogado do segundo clube, Pereira da Silva.

O Farense anunciou ontem a marcação de uma assembleia-geral extraordinária para o dia 24 de julho, com a finalidade de discutir a dívida. Uma dívida que, segundo o representante do Naval de Faro, sempre constou nos balanços contabilísticos do Farense e que foi levada a tribunal passados dez anos sem ser saldada.

O advogado Pereira da Silva contou ainda que o Farense foi considerado litigante de má-fé por ter negado a dívida contraída em 2004, numa altura em que atravessava dificuldades financeiras.

Segundo o ponto único da ordem de trabalhos da convocatória divulgada pelo Farense, o clube vai colocar “à consideração” dos sócios as medidas a tomar face à sentença.

A Instância Central Cível de Faro notificou ambas as partes a 03 de julho da sentença que inclui a devolução dos 300 mil euros, acrescidos de juros, o pagamento das custas do processo e ainda o pagamento de uma multa de 10 unidades de conta e uma indemnização do Ginásio Clube Naval de Faro para o pagamento das despesas tidas com o processo.

Pereira da Silva disse que vai requerer a execução da sentença, apesar de o Farense ainda ter oportunidade de recorrer da sentença.

A agência Lusa contactou o presidente do Farense, António Barão, que se escusou a falar sobre o processo alegando que o mesmo está a ser trabalhado pelo departamento jurídico do clube.

com Lusa

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