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O algarvio, que recebeu o prémio da IEEE Photonics Society (IPS) Fellowships Graduate Student 2011, afirmou à Lusa que realizar investigação científica de qualidade em Portugal em tempos de crise requer “vontade para vencer as dificuldades” e “mais oportunidades para que os melhores e mais capazes possam fazer a diferença, em vez de emigrarem” em busca de oportunidades.

“Felizmente, a qualidade da investigação em Portugal, em algumas áreas, é capaz de igualar os melhores exemplos internacionais, mas a nossa dimensão reduzida e fraca produtividade limitam a capacidade de transformar a ciência de qualidade em produtos e tecnologia com impacto internacional”, criticou.

O investigador pensa que Portugal precisa de uma estratégia para aliar a investigação científica realizada nas universidades à inovação empresarial para poder criar novos produtos tecnológicos e ser competitivo no mercado internacional.

Depois do prémio, Bruno Romeira disse que os seus objetivos passam por terminar nos próximos meses o doutoramento para depois se dedicar à investigação “numa instituição internacional com reconhecido mérito científico”.

“Neste momento, tenho preferência por laboratórios ou instituições europeias, mas não excluo outras instituições, nomeadamente norte-americanas com elevado impacto científico, que promovam a inovação e a investigação de novas ideias com elevado impacto tecnológico”, justificou.

O investigador adiantou ainda que a sua principal meta “a médio e longo prazo é realizar uma linha de investigação na área da fotónica que possibilite o desenvolvimento de novos produtos tecnológicos”.

O algarvio foi o primeiro doutorando de uma universidade portuguesa a vencer este prémio, que distingue o desempenho de estudantes de doutoramento membros da sociedade IEEE Photonics Society, a maior associação profissional do mundo para o desenvolvimento da tecnologia, com mais de 7000 profissionais das áreas da optoelectrónica e da fotónica.

Lusa
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