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Dieta_mediterranicaO movimento Slow Food quer identificar os restaurantes algarvios que confecionam pratos mediterrânicos com o selo “Caracol MED”, no âmbito da candidatura portuguesa da dieta mediterrânica a Património Mundial.

“Vamos propor à Câmara Municipal de Tavira, no âmbito da candidatura portuguesa da dieta mediterrânica a Património Mundial e Imaterial da Humanidade da UNESCO, a criação e promoção do selo Caracol MED”, explicou Otília Eusébio, responsável do movimento no Algarve, que gostava de associar a este projeto a promoção de pratos típicos regionais, como a tiborna, fatias de pão acabado de cozer ou torrado, regado com azeite e polvilhado com sal ou açúcar.

A ideia tem por base o selo “quilómetro zero” criado pelo movimento internacional Slow Food sob o mote “coma local, coma sazonal” e que incentiva os estabelecimentos da área da restauração a comprarem produtos locais, de preferência biológicos, e a criarem ementas que promovam os produtos da época.

O desafio poderá ainda passar por desafiar cada restaurante ou café da região a apresentar novas propostas de pratos típicos, no caso das tibornas, confecionadas, por exemplo, com laranja, explicou Otília Eusébio.

O movimento internacional Slow Food (representado por um pequeno caracol) nasceu em 1986 em Itália e tem como objetivo preservar valores culturais, cívicos e ambientais. Foi um dos primeiros movimentos “slow” a surgir.

O conceito acabou por originar das cidades “slow”, ou seja, as cidades do “bem viver”, como Tavira, São Brás de Alportel, Silves e Lagos, que foram as quatro primeiras algarvias a aderir.

Os membros dos núcleos regionais de Slow Food, designados por “convivia”, cultivam a apreciação do prazer e da qualidade da vida diária através de encontros periódicos onde a convivência se desenrola em torno de alimentos da culinária local.

Os “convivia” privilegiam ainda a construção de uma relação de proximidade com os produtores locais e regionais, promovem campanhas de proteção dos alimentos tradicionais, organizam seminários e degustações e encorajam chefs a usarem alimentos locais.

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