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A Cáritas Diocesana do Algarve recebeu hoje um donativo de 10.000 euros.

O cheque foi entregue por uma sociedade de garantia mútua que apoia exclusivamente empresas e empresários em nome individual e que em 2017 já tinha doado 5.000 euros à instituição da Igreja Católica algarvia.

A Lisgarante, com sede em Lisboa e delegação em Albufeira, garante parte do crédito solicitado na banca, sendo uma espécie de fiadora de pequenas e médias empresas ou de empresários. No caso de não conseguirem cumprir os seus compromissos bancários, o banco executa a garantia à sociedade financeira que acerta depois um plano de pagamentos com o incumpridor.

Aquela sociedade parceira da banca destina anualmente, desde há alguns anos, uma quantia a instituições sugeridas pelos seus funcionários das diversas agências nacionais ou pela direção nacional.

“A entrega do donativo novamente à Cáritas é o reconhecimento do vosso trabalho”, afirmou o subgerente da agência de Albufeira da Lisgarante ao presidente da instituição algarvia no encontro para entrega do apoio.

Duarte Pinto (E), Kevin Bispo (C) e Carlos Oliveira (D) • Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Ao Folha do Domingo, Duarte Pinto, que veio acompanhado do gestor de clientes, Kevin Bispo, explicou que a sociedade de garantia financeira tem “muitos clientes” da área da hotelaria que estão este ano com “prejuízos de montante considerável”, relativos a “quebras de 70 a 75%” na faturação.

Aquele representante da Lisgarante considerou que a crise ainda está em fase de crescimento. “Com as moratórias, as empresas não estão a sentir tanto [a crise] porque não estão a pagar os créditos, o que é uma ajuda grande, a par de outras medidas como o layoff. Mas quando terminarem estas medidas de apoio e tiverem de recomeçar a pagar os créditos vai ser complicado. As empresas não têm mais capacidade porque já estão sobreendividadas”, sustentou, lembrando que a empresa tem também trabalhado com instituições do setor social por via da linha de crédito criada para aquela área para apoio de problemas de tesouraria decorrentes da crise provocada pela pandemia.

O presidente da Cáritas algarvia, que agradeceu o donativo, elucidou os representantes da empresa sobre o trabalho realizado para fazer face à crise. Ao Folha do Domingo, Carlos Oliveira considerou o montante doado “muito significativo”, “na medida em que vem permitir que se possa alargar mais a resposta aos pedidos de apoio”. “Estávamos limitados a um determinado valor. Esta ajuda vem aumentar os 50.000 que estavam disponíveis e facilitar que a Cáritas tenha a possibilidade de comparticipar um pouco mais as despesas que as famílias possam apresentar”, afirmou.

Referindo-se à linha de financiamento criada para apoio às vítimas da crise, através de três campanhas lançadas, aquele dirigente garantiu que os 10.000 euros serão canalizados para esse fim, com maior relevância para a campanha ‘Vizinho a Vizinho’, dirigida às famílias para apoio de outras a precisar de ajuda que identifiquem na sua área de residência, mas também no trabalho ou nas relações sociais que têm fora do trabalho ou da família.

Aquele responsável adiantou que os pedidos de ajuda no contexto daquela linha de financiamento “não têm sido ainda muito expressivos”, mas assegura que “já há algumas situações graves”, relacionadas, principalmente, com dívidas de rendas de casa.

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