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Confraria dos Gastrónomos do Algarve diz que distinção da dieta mediterrânica é “honra enorme”

Dieta_mediterranicaO grão-mestre da Confraria dos Gastrónomos do Algarve disse hoje que foi uma “honra enorme” ver os valores que defende serem reconhecidos como Património Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

José Manuel Alves reagiu assim à classificação da dieta mediterrânica como Património Imaterial da Humanidade, decisão tomada hoje em Baku, no Azerbaijão, durante a 8.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, onde está presente uma delegação portuguesa, liderada pela Câmara de Tavira.

A candidatura da dieta mediterrânica a Património Imaterial da Humanidade foi promovida por Portugal, em articulação com o Chipre e a Croácia. A sua aprovação, alarga o reconhecimento da dieta mediterrânica a estes países, depois de a Grécia, Espanha, Itália e Marrocos terem visto, em novembro de 2010, as suas dietas mediterrânicas na lista do património imaterial da UNESCO.

“Como confrade e representante das confrarias do Algarve é uma honra enorme ver os valores que defendemos serem universalmente reconhecidos. Temos que dar os parabéns a todos os intervenientes neste processo”, afirmou José Manuel Alves em declarações à agência Lusa.

O grão-mestre dos Gastrónomos do Algarve elogiou o papel “do presidente da Câmara e confrade, Jorge Botelho”, que conduziu a candidatura e levou à classificação da dieta mediterrânica, num processo “em que todos ganham, ganha o Algarve e ganha Portugal”.

“É também importante para a gastronomia portuguesa”, acrescentou José Manuel Alves, frisando que uma das missões da Confraria dos Gastrónomos do Algarve nos últimos anos tem sido “uma defesa cada vez maior da gastronomia do barrocal e da serra” algarvia, que “tem nas suas bases a dieta mediterrânica”.

Depois da classificação do fado, há dois anos, Portugal volta a integrar a lista de bens do Património Imaterial e Cultural da Humanidade com a dieta mediterrânica, sendo esta a primeira vez que a região do Algarve vê a sua cultura reconhecida pela UNESCO.

Portugal tem Tavira como a sua comunidade representativa, que assegurou o processo técnico de preparação da candidatura, ao longo de dois anos e meio.

A dieta mediterrânica, com origem no termo grego “daiata”, é um estilo de vida transmitido de geração em geração, que abrange técnicas e práticas produtivas, nomeadamente de agricultura e pescas, formas de preparação, confeção e consumo dos alimentos, festividades, tradições orais e expressões artísticas.

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