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Duas empresas querem ajudar na obra da igreja de Armação de Pêra que teve início há duas semanas

© Samuel Mendonça
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Há pelo menos duas empresas que se comprometeram ajudar nas obras, agora iniciadas, de restauração da igreja de Armação de Pêra que ficou destruída, após um incêndio ocorrido em agosto deste ano na sequência de um assalto de que foi alvo.

Em declarações ao Folha do Domingo, o pároco de Armação de Pêra explicou que o empreendimento turístico de cinco estrelas Vila Vita Parc, localizado entre aquela localidade e Porches, e a empresa Simão & Martins, de Lagoa, responsável pelos trabalhos de reparação da igreja, são as entidades que decidiram apoiar os trabalhos. “Não vão pagar todas as despesas mas, certamente, darão uma ajuda boa”, afirmou o padre Joaquim Beato, acrescentando que continuará a ser necessário o complementar empenho da comunidade paroquial e de outras pessoas que desejam ajudar.

© Samuel Mendonça
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A Câmara de Silves também aprovou um subsídio que, segundo o sacerdote, será de cerca de 30 mil euros. “Esperemos que essa verba seja disponibilizada e, se possível, alguma coisa mais também”, refere o padre Joaquim Beato.

Segundo o prior, o orçamento da intervenção necessária é de cerca de 235 mil euros, mas nem todos os trabalhos deverão ser levados a cabo, por forma a reduzir-se a despesa. “Chegámos à conclusão que talvez possamos baixar um pouco mais esse valor. Há coisas que foram previstas e que, para já, talvez não sejam necessárias fazer-se”, refere, explicando que, num primeiro momento, será apenas restaurado o que for prioritário.

© Samuel Mendonça
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Logo após a ocorrência, a comissão fabriqueira da paróquia abriu uma conta bancária solidária (NIB 0035 0107 00007261 830 07) para quem quiser contribuir para o restauro e já têm sido realizadas algumas iniciativas solidárias com a causa.

As obras na igreja começaram há cerca de duas semanas e o pároco explica a demora no arranque dos trabalhos. “Teve de se fazer um caderno de encargos e estas coisas das obras demoram sempre o seu tempo e, depois, foi preciso encontrar alguém que pudesse tomar a responsabilidade disto”, conta, salientando de que tem sido “feito tudo” para que as celebrações pascais, no início de abril de 2015, já possam ser realizadas na igreja.

O padre Joaquim Beato destaca ainda que a colaboração das pessoas e o entusiasmo no apoio à obra têm sido importantes desde a primeira hora. “[O entusiasmo] esmoreceu um pouco porque as obras ainda não tinham começado, mas penso que as pessoas hão-de recomeçar agora a ajudar em força”, refere.

Entretanto, foram já recuperadas em Fátima as imagens da igreja efetadas pelas chamas e pelo intenso calor. “Entre o Natal e o Ano Novo espero ir buscá-las”, contou o sacerdote, explicando que a imaginária acabou por não ser recuperada pelos técnicos da Câmara de Silves por “dificuldade em conseguir aprontá-las o mais rapidamente possível”.

© Samuel Mendonça
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Desde agosto que as eucaristias têm vindo a ser celebradas num salão atrás da igreja, onde existia um antigo supermercado, disponibilizado para o efeito pelos seus proprietários, e no salão do Clube de Futebol “Os Armacenences”, também por disponibilidade da sua direção.

O crime continua a ser investigado pela Polícia Judiciária, mas o prior diz não conhecer desenvolvimentos ao caso. “É provável que se possam vir ainda a saber. Mal estará a justiça se não for capaz de descobrir”, afirma.

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