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Encontro Nacional dos Convívios Fraternos foi também participado por jovens do Algarve

Vinte e oito jovens do Algarve participaram em Fátima no 45º Encontro Nacional dos Convívios Fraternos.

A iniciativa, que ontem terminou, teve início no passado dia 7 deste mês e foi promovida pelo Movimento dos Convívios Fraternos no contexto dos seus 50 anos de existência com o tema “Haja Festa de mãos dadas”, tendo incluindo o 3º Congresso Nacional intitulado “Novos Rumos”.

A organização explicou que o congresso representou uma “oportunidade única para celebrar, fundamentar e posicionar” o movimento juvenil 50 anos depois do primeiro Convívio Fraterno e os 25 anos desta proposta para casais.

O encontro destacou a atualidade da proposta de “sentido” para a vida das novas gerações. “A semente germinou, cresceu e deu frutos. Vejo [o futuro] com muita esperança, porque para mim este movimento não está ultrapassado, 50 anos depois”, disse à Agência Ecclesia o fundador do movimento, o padre Valente de Matos.

O sacerdote destacou a “atualidade” da proposta de “experiência de Deus”, feita por jovens católicos que vivem a Igreja “nos dias de hoje”, aos que possam estar mais “afastados”. “Deus é indiferente na vida de muitos jovens e, se calhar, nessa indiferença andam à procura de razões válidas para viver e de um sentido”, advertiu.

Para o padre Valente de Matos, a proposta do Convívio Fraterno quer responder a uma “crise de sentido” que leva a “tantos suicídios” entre as novas gerações, sem “estar à espera que os jovens venham à Igreja”, mas indo ao seu encontro.

O responsável recordou a “esperança” de que a experiência feita em Castelo Branco, em 1968, se projetasse “através dos tempos”, assinalando que aquilo que deu sentido ao seu sacerdócio foram os milhares de jovens e centenas de casais que “encontraram um sentido para a sua vida”.

Henrique Delfina, da equipa de organização do Congresso Nacional, explica à Ecclesia que a iniciativa surgiu no contexto dos 50 anos dos Convívios Fraternos, para debater as experiências de cada diocese, com realidades diferentes. “O que fizemos aqui foi partilhar esta aprendizagem, juntando o conhecimento para que possamos crescer com outras dioceses, voltar às origens, passar para a fase seguinte e fazer coisas diferentes”, precisou.

D. António Moiteiro Ramos, bispo da diocese de Aveiro, presidiu à missa que encerrou a peregrinação nacional dos Convívios Fraternos, no Santuário de Fátima, este domingo. “Há muitas pessoas que ainda não ouviram falar de Jesus porque ninguém lhes falou dele”, disse, na homilia da celebração, “mas para que essa pessoa oiça, é preciso que essa pessoa esteja disposta a abrir o seu coração para a mensagem que liberta e dá vida”.

O movimento de pastoral juvenil está também a comemorar o seu cinquentenário com a peregrinação da sua Cruz Jubilar por todas as dioceses católicas portuguesas onde está implementado (incluindo na Diocese do Algarve, onde passou de 9 a 20 de julho passado), bem como Moçambique e Paris, desde setembro de 2017, e que esteve no encontro/congresso em Fátima.

O Movimento dos Convívios Fraternos nasceu em Castelo Branco a 17 de maio de 1968 com o propósito de responder às necessidades e anseios espirituais dos jovens, a encontrarem-se com Cristo e assumir a sua responsabilidade e vocação na Igreja. Na Diocese do Algarve, o primeiro Convívio Fraterno realizou-se em março de 1983 com o número 203.

Destinando-se a jovens com idade superior a 17 anos, a proposta dos Convívios Fraternos – com estatutos aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa desde 1 de março de 2010 – inclui três dias de retiro como convite a uma reflexão de vida.

com Ecclesia

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