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Manifestação pública da campanha de Natal da Cáritas desafiou a acolher a “fonte de paz” para a levar aos outros

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A manifestação pública pela paz realizada no âmbito da campanha de Natal “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz” teve lugar no passado sábado em Loulé com a participação de vários agrupamentos algarvios do Corpo Nacional de Escutas (CNE) que ali foram buscar a ‘Luz da Paz de Belém’ para serem portadores dela para as suas paróquias.

Para além dos de Loulé, participaram ainda naquela iniciativa promovida pela Cáritas Diocesana do Algarve, escuteiros oriundos de Aljezur, Castro Marim e Monte Gordo, Ferreiras, Monchique, São Bartolomeu de Messines, Silves e Vila Real de Santo António.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Após a concentração no largo do Tribunal e a “Marcha da Paz” até ao Centro Paroquial, seguiu-se ali a celebração da eucaristia, presidida pelo pároco de Loulé, e não pelo bispo do Algarve que, conforme explicou o padre Carlos de Aquino, não pôde “estar presente fisicamente” “por motivos de saúde”.

Na celebração, o sacerdote, que é também o assistente da Cáritas algarvia, desafiou cada um dos presentes a “abrir o coração e purificá-lo, talvez arrumá-lo e tirar de dentro dele tudo aquilo que não presta e que não contribui para que Jesus nasça”. “Deus vem como fonte de paz inundar-nos sempre de felicidade, não quer que as nossas vidas sejam estéreis”, reforçou.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Neste sentido, o padre Carlos de Aquino desafiou os cristãos à mudança de vida. “Neste Natal era importante que olhássemos também para as nossas casas e que pudessem sair delas homens novos, construtores de um mundo novo porque habitados pelo dom da paz que Jesus, o Menino do Natal, nos vem trazer”, afirmou, pedindo que todos, “como Maria”, se “«grávidos» de o dar à luz com o coração” e “boas obras”.

“Neste Natal era importante que aprendêssemos com Maria a «caminhar sobre os montes» deste tempo. Podem ser muito diversos, até muito periféricos, a todos nos envia Jesus. E a boa notícia a anunciar não somos nós mesmos, é a boa nova do evangelho que é Ele próprio. Por isso, nos convida o Senhor também a sabermos contemplar as maravilhas que realiza a todos os que nos envia”, prosseguiu o prior, lembrando que Jesus também se manifesta a todos nos “pobres”, nos “frágeis”, nos “desencontrados e nos desavindos”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote advertiu assim que o gesto da campanha de Natal da Cáritas pode não significar nada se não levar a um compromisso maior. “Acendermos uma vela é pouco, nada expressivo, talvez até nem simbólico se esse acender da vela não significar fazer comunhão com Ele, viver d’Ele, amá-l’O a Ele, para sermos sempre sinal d’Ele, voz d’Ele, palavra d’Ele, coração d’Ele, amor aprendido d’Ele. É isto que significa acender a vela que vem de Belém: criarmos espaço interior no mais profundo de nós para que todos no-l’O reconheçam sem dificuldade. Somos d’Ele, somos meio d’Ele quando o guardamos, quando lhe damos ternura, quando o acolhemos, quando criamos proximidade no rosto, nas caras e nos corações de todos aqueles a quem Ele vem para que aconteça verdadeiramente Natal. E acender uma vela para melhor prepararmos o Natal significa exatamente vivermos assim”, afirmou.

“Deixemos que Jesus, a verdadeira paz e a verdadeira luz, nasça em nós para que aconteça Natal”, pediu ainda na eucaristia em que várias pessoas puderam levar para a casa a chama de Belém trazida na véspera da celebração decorrida em Faro e, após a qual, decorreu um momento de atuação do musical pelo Grupo Musical de Santa Maria com canções de natal tradicionais algarvias.

A edição deste ano da campanha ‘10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz’ arrancou publicamente, por ocasião do II Dia Mundial dos Pobres, no passado dia 18 de novembro. Este ano 65% do total de verbas recolhidas com a venda das velas vai reverter para as famílias carenciadas apoiadas por cada Cáritas Diocesana e os restantes 35% serão para apoiar a Cáritas da Venezuela, através do projeto ‘Nutrir com Esperança’ que tem o objetivo de “garantir o acesso à saúde e apoio nutricional” a crianças até aos 5 anos e mulheres em situação de gravidez de risco.

Conforme anunciou a Agência Ecclesia, a proposta de apoio para 2018/2019, através do projeto ‘Nutrir com Esperança’, pretende ajudar 800 crianças e 100 mulheres grávidas ou lactantes “para avaliar o seu estado nutricional”, conseguir que 200 crianças menores de 5 anos com “desnutrição aguda moderada ou severa” sejam admitidas no programa nutricional e a realização de 150 encontros de capacitação para reforçar as capacidades comunitárias e das Cáritas paroquiais em questões de saúde e nutrição.

A Cáritas convidou ainda cada português a acender uma vela na véspera de Natal e a colocá-la à janela de casa.

com Ecclesia

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