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Segunda edição do ‘Piomagic’ levou escuteiros de Tavira, Moncarapacho e Quelfes a descobrir valores

Piomagic_2017 (2)De 9 a 11 do mês passado realizou-se a segunda edição do ‘Piomagic’, uma atividade para Pioneiros (elementos dos 14 aos 18 anos, pertencentes à III secção do CNE) que envolveu três agrupamentos do sotavento algarvio do Corpo Nacional de Escutas (CNE): 100 de Tavira, 1255 de Moncarapacho e 1200 de Quelfes.

Na iniciativa, que teve lugar no Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, tendo como imaginário o filme “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, os cerca de 35 Pioneiros foram «feiticeiros» e «feiticeiras» à descoberta dos valores escutistas com o aprendiz de feiticeiro criado pela escritora J.K. Rowling.

A atividade começou na sexta-feira à noite com a entrada das equipas na «Plataforma 9 ¾», para darem início ao seu raide rumo à «escola de magia e feitiçaria» de Hogwarts. Primeiramente, descobriam, através do «chapéu selecionador» a qual das três «casas» – Hufflepuff, Ravenclaw e Slytherin – pertenciam, estando os chefes destinados aos Gryffindor.

As «casas» estavam interligadas com os quatro elementos da natureza – água, ar, fogo e terra –, para que as equipas pudessem, simultaneamente, concretizar o segundo desafio pedido à III secção escutista pela organização do Acampamento Nacional do CNE – ACANAC 2017 que se realizará de 31 deste mês a 6 de agosto, em Idanha-a-Nova. Assim, durante o raide, foi-lhes pedido que fizessem fotografias de “aspetos perturbadores” daqueles elementos.

A manhã de sábado foi passada entre montagens de campo, criação dos gritos e das peças de teatro de cada subcampo, seguindo-se a abertura oficial da atividade com o hastear das bandeiras.

Piomagic_2017 (3)Durante a tarde decorreram quatro jogos, alusivos aos obstáculos que Harry e os amigos tiveram de ultrapassar durante o primeiro filme e, tal como Potter, os Pioneiros foram postos à prova, tendo que conquistar pontos como equipa ou «casa». Nesses jogos, os Pioneiros puseram em prática não só as suas aptidões físicas, mas também os seus conhecimentos sobre o imaginário, bem como o trabalho em equipa ou em subcampo.

Piomagic_2017 (12)Ao final da tarde, as equipas colocaram os seus dotes gastronómicos em prática para o concurso de culinária, onde a beringela foi a estrela dos pratos. À noite, realizou-se o Fogo de Conselho, repleto de encenações referentes ao tema, e o primeiro dia terminou com um jogo noturno inspirado no jogo de xadrez de Harry Potter, onde cada equipa teve de descobrir as suas respetivas peças usando apenas uma lanterna de luz ultravioleta.

O domingo de manhã foi marcado por um torneiro de Quidditch disputado entre as «casas», em que a vencedora disputaria a final contra a «casa» dos chefes.

A atividade acabou com a celebração da eucaristia e, antes da canção do adeus, foram divulgadas as pontuações e entregues as lembranças a todas as equipas. A equipa D. Paio Peres Correia do Agrupamento 100 de Tavira foi a vencedora, conquistando a especial taça de Hogwarts.

“A atividade demorou muitos meses a ser preparada, todavia todos os elementos parecem ter gostado e as expetativas foram mais que superadas”, considera o chefe de campo, Luís Santos, em nota enviada ao Folha do Domingo.

Isso mesmo é confirmado no documento por escuteiro do Agrupamento 1200 de Quelfes. “É uma boa iniciativa juntar vários agrupamentos, visto que não se realizam muitas atividades semelhantes ao longo do ano. Além disso, a dinâmica de formar «casas» com equipas de outros agrupamentos é uma ótima forma não só de trocar vivências e conhecimentos escutistas, mas também de conhecer novas pessoas”, considera Nilton.

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