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A ‘Semana Conviva’, que decorreu de 25 a 31 de outubro, levada a cabo pela equipa do Movimento dos Convívios Fraternos no Algarve, procurou ajudar a reavivar a fé dos jovens convivas para que continuem a testemunhá-la junto dos seus coetâneos.

“Que cada um de vós se sinta apóstolo entre os jovens. Esta semana ajudou certamente muitos de nós a reavivar o dom da fé, não fechados no Movimento dos Convívios Fraternos, mas percebendo que ele é instrumento para irmos ao encontro dos outros”, afirmou o seu diretor espiritual na missa de encerramento que, devido à proibição de sair do concelho de residência, foi celebrada no passado sábado no Seminário de Faro e não na igreja de Pêra, como estava previsto.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Não fiquemos fechados na ‘Semana Conviva’. Que ela possa ter sido um momento de reanimarmos para nos fazer pensar: grato pelo amor que Jesus e Deus me têm, como posso eu continuar a colaborar para que esse amor chegue a outros?”, exortou na celebração transmitida em direto nas redes sociais do movimento, desafiando os convivas a fazerem da sua vida “um serviço e um ato de entrega para que outros possam viver a alegria” já vivida por cada um deles de se “saber amado e abraçado por Deus”. “Que possamos nestes tempos de crise, de tempestade, ser sinal de esperança para outros jovens”, acrescentou aquele responsável.

“Como é que cada um de nós tem oferecido a sua vida, mesmo neste tempo mais difícil, para ajudarmos a que outros não percam a fé, não se desanimem, não se desiludam mas continuem a crescer?”, interrogou o sacerdote, que desafiou os convivas a “procurar Jesus” para serem “cada vez mais semelhantes a Ele”.

A ‘Semana Conviva’ foi promovida em vez do Convívio Fraterno que costuma ocorrer no primeiro fim-de-semana de novembro e que este ano não se pode realizar devido à pandemia de covid-19. Em declarações ao Folha do Domingo, o padre António de Freitas constatou que “os jovens têm estado um pouco parados com toda esta situação, como boa parte da vida das comunidades”. “É preciso relançar também junto deles este desejo de dar de se encontrarem, de serem comunidade, de não viver cada um por si”, sustentou, garantiu que o balanço da semana “foi muito positivo”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote destaca que o “reavivar do dom da fé” que a iniciativa permitiu deu-se também através do reencontro entre convivas de várias gerações “para rezar” e “refletir”, “mesmo estando cada um nas suas casas”. “Tivemos ecos de várias pessoas a agradecer porque foi uma maneira de rezarmos juntos e do nos encontrarmos, tendo em conta que não havia o Convívio, nem o encerramento que é sempre um momento de encontro”, contou.

Por outro lado, o sacerdote destaca ter sido “um trabalho feito pelos jovens e para os jovens, sem esquecer os convivas mais velhos” e diz que para a equipa diocesana “também foi muito importante porque foi um momento de se sentir envolvida na necessidade de ir ao encontro dos jovens”. “Foi um momento de renovação, de entusiasmo e de alegria e de perceber que a sua missão vai para além dos próprios convívios em si, no sentido do acompanhamento dos convivas que já existem”, sustentou.

O padre António de Freitas destaca o Convívio Fraterno como “instrumento” “para despertar para uma caminhada de fé que é importante e necessário fazer a fim de vir a dar os seus frutos”, mas adverte ser fundamental para que isso aconteça que os participantes sejam “integrados em grupos de jovens e acompanhados espiritualmente” “pelos convivas mais velhos que precisam sempre de ajuda do pároco, de um diretor espiritual”.

“Tínhamos como projeto para este ano começar a visitar as paróquias e tentar criar nas vigararias ou em algumas áreas dois ou três responsáveis que fossem estimulando esses grupos e fazendo alguns pequenos encontros de oração, de reflexão ou de formação entre paróquias”, testemunhou, explicando que esse trabalho está adiado pelo menos até dezembro.

O responsável não descarta a possibilidade de a ‘Semana Conviva’ passar a “algo que seja permanente”. “Quem sabe se daqui não pode nascer mesmo uma ‘Semana Conviva’ que se torne uma atividade anual de reencontro, de estímulo, de formação, de vida em oração de todos os convivas da diocese. É uma hipótese”, admite.

O programa da semana, subordinado ao tema “(Re)constrói a tua fé em Igreja”, teve início com uma mensagem do diretor espiritual e todos os dias contou mensagens de elementos da equipa, testemunhos de convivas, incluindo de alguns que seguiram diferentes vocações, e celebrações de adoração eucarística e de oração do terço.

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