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O presidente do Secretariado Regional de Faro da União das Misericórdias Portuguesas diz que a suspensão das visitas por causa da pandemia de Covid-19 “está a infligir danos fortes aos idosos”.

“Temos situações de depressões, de muita agitação”, lamentou Armindo Vicente, a propósito de ter sido reativada a suspensão das visitas aos utentes de 12 Santas Casas da Misericórdia do barlavento algarvio.

A decisão afeta as Misericórdias de Albufeira (4 instituições, entre as quais uma ERPI, um lar de jovens e uma unidade de saúde mental), Alcantarilha (uma ERPI), Aljezur (uma ERPI), Alvor (uma ERPI), Armação de Pêra (uma ERPI), Boliqueime (uma ERPI), Estômbar (uma UCC), Lagos (6 ERPI), Monchique (uma ERPI), Portimão (uma ERPI e uma UCC), Silves (2 ERPI e uma UCC) e Vila do Bispo (2 ERPI), num total de 24 estruturas sociais.

A medida foi tomada por “recomendação” da delegada regional de saúde, articulada com a diretora do Centro Distrital de Faro da Segurança Social, depois do surto de Covid-19 originado com a festa em Odiáxere.

Armindo Vicente explica que para “tentar minimizar” as consequências do período sem visitas, as Misericórdias reforçaram as atividades de animação, de terapia ocupacional e de apoio psicológico, tentando “ocupar o máximo de tempo” dos utentes e “desviar um pouco as atenções desta situação”.

Aquele responsável, que é também o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo, acrescenta ainda o recurso mais efetivo que tem sido feito à tecnologia com o acesso a videochamadas, vídeos e fotografias de família, para além dos telefonemas habituais que também foram reforçados.

A Misericórdia de Vila do Bispo tem disponibilizado também a participação dos seus utentes na eucaristia através de videochamada.

Covid-19: Misericórdias do barlavento algarvio reativam suspensão das visitas aos utentes

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